
Produtores rurais de Nova Santa Rosa enfrentam problemas no fornecimento de energia elétrica desde segunda-feira (12), às 10h43, na região da Linha Marco Grande. Com disponibilidade apenas de baixa tensão, moradores recorrem a geradores a diesel para manter as atividades nas propriedades, incluindo a produção de frangos, peixes e suínos.
Em uma propriedade com aviários, o responsável relata ter consumido mais de mil litros de diesel desde o primeiro evento climático para manter a produção de frangos. O gasto com combustível é uma das consequências enfrentadas pelos produtores diante das falhas no fornecimento elétrico.
Segundo o morador, a energia caiu novamente na segunda-feira (12). Após o problema, ele conseguiu registrar um protocolo de atendimento junto à Copel, mas, até o fechamento desta reportagem, o fornecimento adequado ainda não havia sido restabelecido.
O produtor afirma que recebeu uma mensagem automática da companhia, informando que a solicitação havia sido encaminhada à equipe responsável. No entanto, segundo ele, não houve solução para o problema até o momento.
A mensagem enviada pela Copel dizia: "Obrigado pela confirmação! Não se preocupe, já repassamos a informação para a equipe e atenderemos o mais rápido possível. Sempre que precisar de atendimento da COPEL é só mandar um OI."
De acordo com os produtores, a situação de fornecimento apenas em baixa tensão não se restringe à Linha Marco Grande. O problema também afeta o trecho até a Linha Pietrowski, em Nova Santa Rosa, no sentido de Novo Sarandi, distrito de Toledo.
Além da avicultura, há propriedades dedicadas à piscicultura e à criação de suínos nessa região. Os responsáveis por essas atividades também precisam utilizar geradores para manter o funcionamento dos equipamentos, com consumo de diesel e custos adicionais.
A preocupação dos produtores envolve a continuidade das atividades rurais, que dependem do fornecimento adequado de energia elétrica para manter suas operações.
O proprietário da Linha Marco Grande lembra que, na penúltima ocorrência de falta de energia, a Copel levou mais de 50 horas para normalizar o sistema.
Diante da nova interrupção, os moradores aguardavam uma solução para restabelecer o fornecimento adequado nas propriedades. Até o fechamento desta reportagem, a energia ainda não havia sido normalizada, segundo os relatos recebidos.