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Vereador de Toledo que renunciou ao cargo é condenado por crime sexual

30/11/2021 às 18h35
Por: Redação Fonte: Catve.com
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Foto: Catve
Foto: Catve

Após a desfiliação do partido, agora o vereador de Toledo Gilson Francisco vai precisar cumprir pena em regime semiaberto porque foi condenado pela Justiça por praticar ato libidinoso. A condenação foi informada à Câmara Municipal pela 1ᵃ vara criminal de Toledo.

No documento, a justiça explica que o vereador foi definitivamente condenado nas sanções do artigo 218-A, do código penal, que se trata de praticar conjunção carnal ou ato libidinoso na presença de alguém menor de 14 anos.

A pena é de 4 anos e 8 meses de reclusão em regime semiaberto.

O crime

O crime denunciado em 2015 envolveu duas meninas, na época com 8 e 9 anos. A mãe registrou boletim de ocorrência e partir daí começou a investigação. Em 2018 a justiça condenou Gilson em primeira instância, mas ele recorreu. A gora saiu a condenação em segunda instância.

A câmara de vereadores foi comunicada oficialmente sobre a condenação de Gilson na semana passada, porém a decisão da justiça já havia saído no dia 24 de setembro. Após o comunicado o legislativo então oficializou a extinção do cargo do vereador nesta segunda-feira (29).

Havia boatos

O presidente de Câmara Municipal de Toledo, falou nesta terça-feira (30), que só ficou sabendo da situação quando foi notificado oficialmente, porque a investigação corria em segredo de justiça.

"Se ouvia falar que em 2015 teria havido alguma coisa e na eleição na época, 2016 e 2020; existia até concorrentes no panorama que divulgavam que o vereador teria alguns problemas anteriores, mas nunca fomos atrás para saber," disse o presidente do Legislativo Leoclides Bisognin.

Ele ainda explicou que quando o Ministério Público do Paraná (MPPR) começou a investigar a vida pregressa do vereador notou que tinha alguma coisa em aberto.

Segundo Bisognin, o vereador foi afastado em função do processo de 2015, que foi julgado em setembro desde ano e não por conta da "rachadinha".

Rachadinha e renúncia

A investigação da 4ᵃ Promotoria de Justiça, que atua na defesa do patrimônio público continua. Gilson foi denunciado por assessor parlamentar, que afirma ter sido obrigado a pegar empréstimo de R$ 44 mil e repassar R$ 32 mil para o vereador como garantia de manutenção do servidor comissionado no cargo.

Ontem (29), o acusado renunciou ao cargo de vereador e desfiliou-se do partido Cidadania por meio de um documento oficial entregue à comissão de ética e decoro parlamentar da Câmara de Vereadores de Toledo.

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