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Polícia Blindagem Metálica

Operação Blindagem Metálica investiga fraudes tributárias de aproximadamente R$ 4 bilhões

Organização criminosa atua no mercado de reciclagem e produção de alumínio.

28/09/2021 às 08h26 Atualizada em 28/09/2021 às 15h19
Por: Redação Fonte: Receita Federal
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Fotos: Receita Federal/Divulgação
Fotos: Receita Federal/Divulgação

A Receita Federal, o Ministério Público Federal, a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deflagraram, nesta terça-feira (28/09/2021), a Operação Blindagem Metálica, com o objetivo de desarticular conglomerado empresarial que opera um sofisticado esquema de sonegação tributária no ramo de reciclagem e produção de alumínio. 

As investigações foram iniciadas em 2018. O grupo, entretanto, já foi fiscalizado anteriormente, e foi alvo de outras operações deflagradas pelo poder público nos últimos dez anos. Ao invés de promover a regularização, o grupo aprimorou a sistemática da fraude, insistindo no não cumprimento de suas obrigações tributárias perante os fiscos federal e estadual. 

A fraude é complexa e caracterizada pelo uso intensivo de empresas "laranjas", geralmente constituídas de forma fraudulenta ou com manifesto abuso da personalidade jurídica. No escopo dos trabalhos também foi identificado que o grupo adquiriu o controle de outras empresas do setor nos últimos anos, tornando-as sonegadoras contumazes que, em pouco tempo, geraram expressivo passivo tributário de dificílima recuperação. 

A operação recebeu o nome de Blindagem Metálica em decorrência do "modus operandi" do grupo, configurado pela constituição de diversas camadas de pessoas jurídicas que cometem ilícitos fiscais, sempre afastadas dos reais controladores do esquema. A fraude lesa os cofres públicos em aproximadamente R$ 800 milhões anuais, sendo que R$ 300 milhões se referem a tributos federais (IPI, PIS e COFINS) e R$ 500 milhões, a tributos estaduais (ICMS), totalizando aproximadamente R$ 4 bilhões nos últimos 5 anos.  

Para dar maior credibilidade a essas transações de compra e venda, o grupo mantinha um complexo esquema de pagamentos e recebimentos de notas fiscais das empresas "blindadoras" e "noteiras", com o objetivo de simular a operação mercantil e dificultar o rastreamento pelo fisco. 

Este é um exemplo de "planejamento de abastecimento" que o grupo utilizava: 

Estão sendo cumpridos 61 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal de Taubaté (SP) e executados por aproximadamente 300 policiais federais, mais de 110 auditores e analistas da Receita Federal, além de membros da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e integrantes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Os trabalhos estão sendo realizados na capital e no interior paulista (Sorocaba, Mogi Mirim e São José dos Campos, dentre outros municípios) e também em outros estados, entre eles Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Santa Catarina e Minas Gerais. 

Não há mandados de prisão, apenas mandados de busca e apreensão: 

 

Paraná - 3 mandados 

Curitiba  2 

São José dos Pinhais  1 

 

São Paulo - 46 mandados 

Pindamonhangaba       3 

São José dos Campos   1 

Itaquaquecetuba          11 

Suzano                        1 

Ferraz de Vasconcelos   1 

Guarulhos                    3 

Arujá                           1 

São Paulo                   18 

Mogi das Cruzes          2 

Mogi Mirim                  1 

Araçariguama              2 

Tatuí                           2 

 

Mato Grosso do Sul - 2 mandados 

Paranaíba  2 

 

Rio de Janeiro - 3 mandados 

Rio de Janeiro  2 

Itatiaia 1  

 

Distrito Federal - 1 mandado 

Brasília 1 

 

Goiás - 1 mandado 

Anápolis 1 

 

Santa Catarina - 4 mandados 

Itajaí  1 

São Francisco do Sul 3 

 

Minas Gerais - 1 mandado 

Andradas 1 

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