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Política Homofobia

Vereador de Maripá, Donaldo Seling, é expulso do Cidadania por decisão unânime do diretório estadual

09/06/2021 11h16 Atualizada há 1 semana
Por: Redação Fonte: Diretório Estadual do Cidadania
Vereador Donaldo é expulso do Cidadania depois de discurso considerado homofóbico pelo partido. Foto: Reprodução vídeo
Vereador Donaldo é expulso do Cidadania depois de discurso considerado homofóbico pelo partido. Foto: Reprodução vídeo

O Diretório Estadual do Cidadania do Paraná aprovou, nesta terça-feira (8), por unanimidade dos presentes, o relatório da Comissão de Ética do partido que recomendou a expulsão do vereador Donaldo Seling, de Maripá, do quadro de filiados da sigla. Em discurso, realizado na sessão do dia 3 de maio, o parlamentar criticou a união homoafetiva entre o ator Paulo Gustavo e Thales Bretas.

"Na minha opinião, essa coisa moderna não serve para mim. Não podemos pregar esse tipo de coisa”, disse o vereador que em outro trecho continua o discurso homofóbico. “...Não podemos perder o que há no coração de uma mãe, o que há de mais bonito de uma família unida: pai e mãe, não marido com marido ou marida com marida. Não sei como fala essa porcaria, do tanto que odeio isso...”

O ator Paulo Gustavo faleceu em virtude de complicações da Covid 19.

No parecer sobre o caso, o relator Wanderley Lopes afirmou que as declarações proferidas pelo vereador agridem frontalmente o Estatuto do partido. “O comportamento do Sr. Donaldo Seling, não coaduna com a posição do Cidadania 23 e fere o Estatuto Partidário e seus programas na luta por uma sociedade mais justa, paritária e respeitosa, principalmente das minorias em todas as suas frentes de representação”, disse.

Lopes também ressaltou a importância do ator citado por Donaldo. “Paulo Gustavo era um artista, que contribuiu com a sua arte, entrando na casa de milhões de pessoas, e levando alegria nessa época de isolamento”, ressaltou.

Para finalizar, o relator reafirmou a posição do partido sobre o assunto. “Essa atitude além de criar uma exposição negativa diante da sociedade brasileira, extrapola a função para o qual o vereador foi eleito e principalmente compromete a luta e os programas partidários do Cidadania 23 que atua em defesa das minorias que há anos lutam por dignidade e respeito, em especial as comunidades LGBTI+”, finalizou.

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